quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Te casarás Comigo?


No primeiro século, quando um jovem judeu alcançava a idade de se casar, sua família escolhia uma esposa apropriada para ele. O jovem e seu pai deveriam se encontrar com a moça e seu pai para negociar o “preço da noiva”, o custo figurativo de repor uma filha. O preço normalmente era muito alto.

Com as negociações cumpridas, o costume era que o pai do jovem devia encher um copo de vinho e o dar para seu filho. Seu filho, então, olharia a moça, levantaria o copo, o estenderia para ela, e diria: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue, que eu ofereço a ti”. Em outras palavras: “Eu te amo, e te darei a minha vida. Te casarás comigo?”.

A moça tinha uma escolha. Ela poderia tomar o copo e devolver para ele e dizer não. Ou ela poderia responder sem dizer palavra nenhuma — somente bebendo o vinho, essa seria sua maneira de dizer: “Eu aceito sua oferta, e em resposta eu te dou a minha vida”.

Na noite da última ceia, Jesus e Seus discípulos se sentavam juntos, celebrando a Páscoa. Os discípulos conheciam muito bem a liturgia; eles tinham celebrados a Páscoa durante suas vidas inteiras. Quando chegava o momento de beber o terceiro copo de vinho, chamado “o copo de redenção”, Jesus levantou o copo, como os discípulos esperavam, e também esperavam Jesus oferecer as graças tradicionais da Páscoa, que até hoje judeus usam e recitam: “Bendito Tu és, Senhor nosso Deus, Rei do universo, por nos dar o fruto da vinha”.

Jesus ofereceu o copo para eles, mas disse algo que ninguém esperava: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue, que Eu te ofereço.”

Esta declaração tem muitos significados, mas um deles, na linguagem comum, era, “Eu te amo, e a única ilustração que posso usar para descrever o poder do Meu amor para vocês é o amor puro de um noivo para sua noiva.”

É difícil saber o que aqueles discípulos pensavam aquela noite. Talvez alguns tivessem rido um pouco daquela simbologia de Jesus fazendo para eles um pedido de casamento, que provavelmente estaria completamente fora de hora e lugar, visto que eles estavam festejando a Páscoa. Contudo, talvez entendessem a disposição de Jesus de morrer, ser enterrado, e ressuscitado para dizer, “Eu te amo, e como Meu Pai prometeu aos teus pais, Eu vou fazer qualquer coisa para mostrar Meu amor para vocês.”

Quando cristãos celebram a Santa Ceia, devemos lembrar a oferta de Jesus. Ainda hoje Ele diz: “Te amo”. Ainda diz: “Te ofereço a minha vida. Tu serás a Minha noiva?”.

Quando tomamos o cálice, é um momento solene, pois nesse momento cada um de nós olha ao Pai Celestial e diz: “Sim, aceito Teu amor, e em resposta eu Te dou a minha vida”.

Um comentário:

Gito disse...

Amém!
Mano, quão boas palavras pro meu coração! Que bom cocê tá escrevendo!
Esse texto me encheu de esperança de que o cálice inda pode ser extendido a todos os homens, mesmo que rejeitem o convite!
Um beijão!